20/01/2010 TI na estratégia da empresa
TI na estratégia da empresa
Retirar ou deixar de colocar TI no planejamento estratégico da empresa é um dos maiores erros que a companhia pode cometer.
Não falo somente de planejamento de TI (infraestrutura, sistemas, redes, links, etc.), mas principalmente da ajuda que TI pode e deve dar para o planejamento da empresa. Toda empresa pensa em crescer de forma sustentável, e crescer sem TI é praticamente impossível ou quando se insiste nisso, o custo é altíssimo.
C.K. Prahalad em seu livro A Nova Era da Inovação, editora Campus, 2008, finaliza um dos capítulos concluindo:
“O que as experiências do Wal-Mart, da FedEx, da eBay e da ICICI nos ensinam ? O sucesso dessas empresas se baseia no desenvolvimento de um modelo de negócios singular bastante robusto. Essa robustez depende dos processos internos, da infra-estrutura de TIC (Tecnologia da Informação e da Comunicação), da capacidade analítica, dos aplicativos e da infra-estrutura social subjacentes, que lhes proporcionam sustentação.
Essa conclusão questiona a afirmação de que ’ TI não importa ‘. O argumento comum é que a infra-estrutura de TIC assumirá características de serviços públicos, como a energia elétrica que movimenta as fábricas, ou seja, serão condições necessárias para fazer negócios, mas não gerarão grandes vantagens competitivas.
Os exemplos acima sugerem que esse argumento só se aplica à: hardware, links de telecomunicações, os sistemas de software e os bancos de dados. Já os processos internos, e a capacidade analítica são fontes de vantagens exclusivas e inequívocas para a empresa. Os gestores devem reconhecer as diferenças e implicações dos alicerces de TIC da empresa.”
O pensador-autor-professor-guru Prahalad mostra nesta obra vários exemplos de pequenas, médias e grandes empresas que fortaleceram seus processos internos usando várias tecnologias (da informação e da comunicação) para amarrarem as estratégias de negócios com o objetivo de conquistar e manter clientes. Ele mostra a importância de CIOs que deixaram este cargo para assumir outras posições nas mesmas ou em outras companhias, até mesmo para se tornarem CEOs, pois os stakeholders perceberam o potencial deste profissional quanto ao domínio dos processos internos e o quanto eles poderiam ajudar a trazer lucratividade para a empresa.
Fonte
Portal Transporta Brasil